Comércio de papelão reciclado: quem se destaca nesse ramo?

O comércio de papelão reciclado se insere em um contexto econômico em que a demanda é crescente. A procura por esse tipo de matéria-prima é produto de uma grande batalha ambiental, que se dá em duas frentes: eliminação do descarte de material sólido no meio ambiente e redução da extração de recursos naturais.

O fortalecimento dessa atividade econômica é consequência de uma demanda cada vez mais ruidosa e enfática da sociedade por políticas sustentáveis. O descarte incorreto do papelão acarreta uma série de problemas, como a poluição das águas dos rios e entupimento de bueiros, que contribui para agravar as consequências das chuvas, provocando entupimento de das redes de esgoto.

O papelão é feito de fibras de celulose, extraída da madeira de árvores de eucalipto. Felizmente, no que tange à extração de matéria virgem na natureza, a boa notícia é que 100% do papel produzido no Brasil é oriundo do reflorestamento, de modo que o replantio se tornou a primeira etapa de uma cadeia de produção industrial.

Diante da política de reflorestamento, os danos ambientais decorrentes do extrativismo não se aplicam à indústria de papelão. No entanto, o ideal é que a matéria-prima virgem seja uma alternativa ao insumo reciclado.

É o que vem acontecendo em escala global, o que favorece o comércio de papelão reciclado, mas também impõe sérios desafios à cadeia de suprimentos da indústria de reciclagem.

Desafios da indústria de papelão reciclado

A alta demanda impõe uma economia de escala, com consequente profissionalização da cadeia de suprimentos e emprego de tecnologia, além de uma gestão de qualidade, atributos necessários a um setor que precisa de produtividade, volume e qualidade.

Dentro desse contexto, as empresas aparistas, responsáveis pelo comércio de papelão reciclado, exercem um papel preponderante para o sucesso de toda a cadeia produtiva. Cabe a essas empresas encontrar fornecedores na indústria, no comércio e em outras atividades, incluindo cooperativas de catadores, para fazer a coleta, o transporte, o tratamento e o enfardamento dos resíduos de papelão.

Os fardos do material já tratado são vendidos à indústria de reciclagem, que transforma essa sucata em matéria-prima, que irá abastecer a fábricas de transformação e produção de bens de consumo. Desse modo, o material descartado volta para a economia, evitando-se, assim, o descarte no meio ambiente.

Como é o processo no comércio de papelão reciclado?

A Aparas Macedo atua na grande São Paulo no comércio de resíduos sólidos, sendo o papelão um dos materiais mais requisitados pela indústria de reciclagem.

Em sua carteira de fornecedores, conta com empresas de diversos ramos, associações e cooperativas. O material é coletado na origem e transportado para o galpão, onde é feita a triagem, a seleção, a classificação, o enfardamento do material e o comércio de papelão reciclado.

Além das complexas etapas de logística, que compreendem transporte, rotas e armazenagem, em que é preciso conciliar custos e produtividade, a atividade requer rigor nos processos de tratamento do material, para que ele se transforme em insumo de alta qualidade para a indústria de reciclagem. O que implica processos sofisticados para a remoção de impurezas, como cola, plástico, vidro, fitas e outros, que comprometeriam a qualidade do produto entregue aos clientes.

A qualidade do material entregue é, portanto, além do volume e da assiduidade, com respeito a prazos, um dos aspectos que fazem com que empresas do comércio de papelão reciclado se destaquem no mercado e contribuam para o crescimento dessa importante indústria para a recuperação do equilíbrio ambiental no planeta.

Para reforçar o conteúdo, sugerimos que você assista a este vídeo, que mostra um pouco do funcionamento da cadeia da indústria de reciclagem de papelão.

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